quarta-feira, 15 de setembro de 2010

A Vaidade - 2ª parte ...


Análisando mais brandamente esse sentimento humano, salvo melhor juízo, seria o simples fato de querer atrair a admiração e elogios dos outros. Outra forma menos inocente está calcada no extravagante desejo de enaltecer pontos positivos camuflando os negativos, às vezes tarefas quase impossíveis, pois por serem em maioria saltam aos olhos de qualquer um que, mesmo remotamente, convive.

Como diminuir esse aspecto por demais pernicioso e que assola a alma humana?

Por mais que se encontre em qualquer literatura espiritualista, espírita, filosófica, cristã, protestante, hinduísta, cabalista, etc., não se esquecendo das ordens iniciáticas, continuamos nos deparando com exemplos contemporâneos desse mau costume que é endêmico, degradante, repulsivo que corrobora com a treva, que subsiste a humanidade.

Observar e testemunhar posicionamentos arrogantes, prepotentes e presunçosos é algo corriqueiro.

Quando somos abordados ou “atacados” com esse tipo de comportamento, reativamente e completamente equivocados, respondemos da mesma forma achando que é a maneira correta, adequada e oportuna não demonstrando fraqueza para com outro.

Agir errado e logo em seguida, no primeiro aperto, rogar aos céus, a Deus (Católico ou Protestante), a Oxalá ou Zambi, Shiva, a Buda ao G∴A∴D∴U∴, que ajude, pois, não é merecedor de estar passando por isso e aquilo, etc., mas logo em seguida, repete tudo da mesma forma, muitas das vezes colocando pitadas generosas de requintes de crueldades para com o próximo.

Vizinhos, economicamente abastados, menosprezam, ignoram outros por conta das suas posses, suas posições sociais;

Nos ambientes de trabalho muitos “chefes” não tratam seus subordinados com o devido respeito e atenção;

Autoridades (policiais, etc.), não se dirigem aos cidadãos tratando-os com urbanidade;

Políticos, após diplomados com os cargos impolutos que se propuseram concorrer, envolvem-se em escândalos, negociatas, falcatruas, onde seus eleitores são os prejudicados e surpreendentemente esquecidos; E outros diversos casos que certamente encheriam páginas e páginas relatando ridículos exemplos deste sentimento torpe que é regurgitado a todo tempo causando náuseas.

Uma coisa é certíssima, tudo isto está em desacordo com o que é divino, com a verdadeira essência etérea.

Pensemos profundamente para melhor avaliar nossas posturas analisando o que realmente somos, por que somos e o que pretendemos, para melhorarmos como seres humanos, como filhos, esposos, pais; colegas, amigos, como Maçons na concepção da palavra.

Ao final de tudo se a visão da consciência indicar falha de conduta e condenar, mesmo assim, nunca será tarde para rever o caminho percorrido, se desculpando e recomeçando de maneira íntegra, justa e perfeita.

Bom! É só um pequeno pensamento a respeito do assunto, logicamente não representando a luz da verdade, pois, cada qual tem a sua.

O que é certo para uns, pode não ser para outros.

Há quem chame de “livre arbítrio”, todavia não é tão livre como pensam.

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