quarta-feira, 12 de outubro de 2011

A força do povo cigano

Por mais que se tenha o conhecimento da ciência dos homens, fundamentos místico-esotéricos, também, terão seu lugar cativo nas órbitas que circundam nossos pensamentos, nossas existências como seres espiritualizados, algumas das vezes, adormecidos pela ignorância daquilo que significa o sopro divino. Povos de variados costumes, tradições espirituais de respeito à natureza sobrevivem levando alento, conforto, compaixão, caridade e fraternidade em todos os recantos da terra. Assim é o povo cigano ou gitano. Com suas tendas ou tzaras(casas) recebem aqueles que livremente os procuram em busca de suas companhias, suas vibrações, seus conselhos de vida e de harmonia entre iguais como homens livres. Jamais deixando seus costumes passados de gerações a gerações, os gitanos(as) mais velhos, magos por excelência, evocam as forças da natureza em socorro aos necessitados. Com suas essências, cristais, salamandras coloridas, tudo ornamentado com flores, fitas e frutas de toda sorte re-harmonizam nossos corações para o amor, nossos corpos densos, equilibrando-os e nos mantendo firmes na nossa caminhada, na estrada da vida.


Ancorados na força espiritual de Santa Sara Cali o povo cigano se fortalece e transmite o mesmo sentimento de forma límpida à todos exalando a paz de espírito tão desejada, tão procurada e muitas das vezes dificilmente encontrada, percebida e necessariamente partilhada.
“... o homem, ao longo da vida, escolhe seu caminho. O seu novamente foi escolhido, se mantenha nele, pois, é bom e certo...” (Cigana Zara)
Assim seja!!!

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Compreendendo o todo.

Quanto mais participamos ou nos envolvemos, diretamente ou mesmo por leituras, nos assuntos ligados a espiritualidade passamos a observar e perceber mais, vindo a nos surpreender com as manobras do universo bem como das forças que dele fazem parte, para se reorganizar e nos harmonizar com o todo. Quando tudo nos parece perdido, sem rumo, contrariando nossos desejos, nos desesperamos e equivocadamente nos maldizemos. Mas, nada está perdido! Quando aceitamos nossos destinos e nos rejubilando dele, pedindo a melhor solução, o melhor caminho e o retorno da alegria da alma... Creiam! Às vezes um novo sentido está ali, bem perto, pois, o próprio destino, levou-nos ao encontro da tranqüilidade tão desejada. Contudo, só perceberemos essa dádiva divina quando a cortina se desenrolar à nossa frente e visualizarmos essa nova possibilidade com os olhos do espírito. Só que nem tudo é tão simples. Estamos neste mundo em aprendizado constante e percalços outros aparecerão e nos exigirão adequações, jogo de cintura e perseverança. Esse é a vida, curta, mas, bela de se viver. (por Vilela Jr.)

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Sou Maçom... Espero que sempre e, principalmente, por dentro...

Quando era criança ouvia os mais velhos falando de um dos nossos vizinhos, por ser extremamente discreto e Maçom(?). Coisa estranha, pois, embora falassem com admiração percebia que essas mesmas pessoas nutriam um fio de medo ou receio dele. Eu passav tempos à sombras de uma grande mangueira, ladeada de uma árvore que, tempos em tempos, florescia cachos amarelos com pequenas e lindíssimas flores. Eu, também, alimentado em minhas imaginações sobre medo e receio daquele senhor, o admirava, ficava quase hipnotizado observando-o enquanto lia livros e mais livros, sentado numa cadeira de madeira exatamente embaixo da árvore com cachos amarelos... Nas noites quintas-feiras, lá ia aquele senhor, todo de preto, entrando em seu fusquinha vermelho. Curioso parecer a minha visão que seu destino fosse sempre algum velório. Isso sim me dava medo. Eu achava que morria muita gente do seu círculo de amizade. Daí, eu começava a culpar os vendedores de garrafas ou de vassouras, pois, no meio da molecada, esses eram Comensais ou Mensageiros da morte. Mas, eu queria ser igualzinho a ele! Um dia vi muitos outros, iguais ao nosso observado vizinho, chegando à sua casa. Eram muitos e visivelmente chorosos. De idosos a outros relativamente novos, muitos... Ouvi dizer que ele, nosso vizinho, havia ido embora deste mundo e o tal “Grande Mestre” o havia levado. Conclui que esse tal “Grande Mestre” era ruim, pois, só alguém muito ruim poderia ter feito aquilo. Umchefe de família que fazia boa ações para as pessoas, que distruia comida/ sopa para os pobres em baixo de viadutos pela cidade, que dava roupas e cadernos para tantos, inclusive amigos meus. Sua esposa, com a cabeça coberta por um véu negro, era amparada por esses homens que, também, se diziam irmãos dele. Nossa que família grande!!! Mas, era só a visão de um menino de 11 anos... Esse menino era eu... Hoje, maduro, não como os cachos de flores amarelas, mas também Maçom. Não sei se, um dia, serei ao menos parecido com ele... Assim Deus, "o Grande Mestre", me ajude, me oriente e me mantenha afastado do cálice amargo da vaidade...!